Maria Victória Szalock, (São Paulo, Brasil, 1997)
Artista multidisciplinar brasileira, investiga os limites entre palavra, gesto , matéria e o invisível, sua prática transita entre pintura, desenhos sobre papel, e poema escultura.
O destaque de seu processo criativo são escrita de poesias e canalização, um ritual energético e mediúnico profundo, o qual realiza sistematicamente.
O transe mediúnico e o estado alterado de consciência funcionam como motores de sua produção, possibilitando acessar memórias e portais de imagens e cores, e paisagens de lugares que seus pais viajaram; eles faleceram antes de viverem muitas coisas com Victória; seu pai quando ela tinha 21 anos e sua mãe aos 25 anos, as obras também são um portal de conexão, e uma forma de realizar novas aventuras juntos!
Por meio de pesquisas com povos nativos, químicos e profissionais e especializados em técnicas ancestrais e manuais, têm tornado seu processo cada vez com menos materiais com excesso de químicos ou agentes hiper industrializados, afim de encontrar e registrar sua identidade, movimento que ecoa em seus versos:
'...buscar minha marca no mundo, minha arte no mundo, minha parte no mundo...'.
Após 3 anos de produção, em 2026 mudou seu corpo de trabalho, e apresentou à Série Novas Rotas no primeiro semestre de 2026; suas obras integram coleções privadas no Brasil, Coreia do Sul, Bélgica, Canadá, Emirados Árabes Unidos, Austrália e Estados Unidos.
Um dos fatores essenciais é que sua obra busca responder as perguntas que o tempo não permitiu, (citação da artista):
- “O que eu viveria e veria com meus pais, se estivéssemos enxergando juntos?”
Victória Szalock convida o público a mergulhar nessa imersão e sustentar o incômodo do assimétrico e não linear, mas que ainda assim possibilita paz.
Toda sua pesquisa possui estudos fundamentados de cores e gestos que amenizam o estado de stress conforme estudos e publicações de Eva Heller e Faber Birren, conectam com o caminho da superação de suas próprias dores, aproximando-se da magia que empodera o feminino e tece a cura.
Tratando-se de técnicas, a artista trabalha com a tinta a óleo em diferentes densidades espessada em óleo de linhaça, ou óleo de coco com seivas de árvores e ervas brasileiras, como jatobá, sangue de dragão, lavanda, copaíba; geralmente suas obras são feitas em sessões de até 12h em “Alla Prima”.

